sábado, 25 de julho de 2015

130 KM: Vida ao Extremo

O caos de uma metrópole mostrado nos passos e descrito nas palavras de quatro pessoas que sentem na pele os problemas de morar nas periferias de São Paulo. A quase inexistente oferta de emprego e os rastros de uma cidade mal estruturada ao longo das décadas se refletem nas jornadas diárias de Maria Ednete, Heraldo, Flávia e Mateus, moradores dos quatro bairros extremos da capital paulista - Marsilac, Cidade Tiradentes, Tremembé e Raposo Tavares - que desafiam a imobilidade urbana da cidade. Assim como milhares de paulistanos, os quatro enfrentam longas distâncias, congestionamentos e transportes coletivos precários para chegar ao emprego na região central, motivados pelos anseios por uma vida melhor.

Roteiro e direção: Rodolfo de Macedo e Luciano Trindade

Produção: Rodolfo de Macedo, Luciano Trindade, Wellington Monteiro, Felipe Affonso, Caio Pelegrine e Alexandre Garcia

Orientação: Eliane Basso

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Atenção! Mulheres ao volante

Elas são apaixonadas por carros, mas não se limitam aos modelos comuns. O documentário “Atenção! Mulheres ao volante”, produzido para o curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, mostra o lado feminino do tuning, que é a prática de personalizar veículos automotivos. Histórias curiosas, experiências de infância, a rotina e a luta contra o preconceito, narradas por quatro mulheres que representam um grupo cada vez mais crescente e que desperta olhares curiosos por onde passa.

Autores: Alexandre Garcia, Caio Pelegrine, Felipe Affonso, Luciano Trindade, Rodolfo de Macedo e Wellington Monteiro.

Orientação: Profa. Eliane Basso.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Bairros de Mairiporã são afetados pela redução da pressão na rede de água

Por determinação da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) publicou em seu site, nesta quarta-feira (14), uma lista com os bairros de cidades da Região Metropolitana de São Paulo e capital afetados pela redução da pressão nas tubulações de água.

Em Mairiporã, segundo a listagem,13 distritos foram atingidos: Vila Machado, Parque Bariloche, Jardim São Gonçalo, Lagoa do Barreiro, Jardim Suisso, Jardim Capuavinha, Parque Náutico, Centro, Chácara Arantes, Jardim Spada, Jardim Sandra, Ype Vile e Terra Preta.

13 distritos de Mairiporã foram afetados pela redução
da pressão nas tubulações da rede de água
De acordo com a empresa, a redução de pressão nas tubulações de água “é uma tecnologia praticada rotineiramente pelas companhias de saneamento”. A medida, por conta da estiagem que atinge o Estado de São Paulo, passou a ser intensificada pela Sabesp.

A ação com o intuito de reduzir perdas, segundo a Companhia, é realizada durante os períodos da noite e madrugada, quando a “grande maioria da população dorme e as atividades econômicas praticamente inexistem”.

Usuários que tenham caixa-de-água e instalações internas adequadas em suas casas, de acordo com a Sabesp, não perceberão a redução da pressão na rede de abastecimento.

Confira a lista completa dos distritos de cidades do Estado de São Paulo afetados pela redução da pressão nas tubulações.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Seguranças do Metrô de SP animam usuários com espetáculo musical

Os usuários do Metrô de São Paulo que passavam pela Estação Luz na última quinta-feira, 31 de julho, por volta das 18 horas, tiveram uma grande surpresa em pleno horário de pico. Nada de superlotação das plataformas, nem trens operando em velocidade reduzida. O quê surpreendeu as pessoas que transitavam naquele local foi a super afinada e bem entrosada Banda dos Seguranças do Metrô de São Paulo, que animou crianças e adultos no final do expediente.
 

Uma multidão se aglomerava. Algumas pessoas chegavam meio que desorientadas a procura de onde vinha o som musical, ecoado ao longo da estação. Quando viam a aglomeração, se aproximavam, e olhavam por cima desta. Mas, conseguir o melhor ângulo de visão para ver a Banda dos Seguranças do Metrô em ação era, praticamente, impossível. Restava sacar o celular e gravar o show, que estava contagiando toda aquela plateia de usuários.
 

Realmente, a banda conseguiu animar todas aquelas pessoas que vinham fatigadas do trabalho. Elas cantavam as canções do repertório variado da Banda dos Seguranças do Metrô, que ia de músicas religiosas até rock internacional. Quem mais animava e puxava as palmas era o vocalista do grupo, acompanhado pelos seus companheiros: tecladista, percussionista, contrabaixista, guitarrista e baterista, além dos metais. Todos os músicos estavam devidamente trajados com os seus uniformes de labor. Na ocasião, provavelmente, haviam outros instrumentistas, mas, de fato, o aglomerado de gente era grande e impedia a visualização completa da banda.
 

Com a capacidade de cativar a grande plateia de usuários do Metrô, dificilmente as pessoas que passavam pela Estação da Luz não paravam para escutar a banda dos seguranças. “Todas as vezes que eu vejo eles tocando, eu paro para ouvir”, conta a nutricionista Ilvania Custódio, de 35 anos, que vinha do trabalho.

Assim como Ilvania, o vendedor Jair Rodrigues, 41 anos, também estava voltando do batente e, de longe, acompanhava o espetáculo musical. “Uma boa música é ótimo para o pessoal que vem cansado do serviço ter uma cultura”, destaca Jair . Após curtir um pouco do espetáculo musical, o vendedor brinca: “Vô lá pegar o trenzão lotado, agora”.
 

Confira no vídeo abaixo o clima contagiante do show da Banda dos Seguranças do Metrô de SP.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Moradores e skatistas divergem sobre uso dos espaços da Praça Roosevelt

Quando pensamos em praças, imaginamos que sejam lugares de atividades urbanas, encontros e convivência entre as diversidades. Porém, neste último item, uma das praças mais conhecidas da cidade de São Paulo, a Praça Roosevelt - que já passou por várias reformas - convive diariamente com um conflito entre moradores do local e os skatistas. 

As principais reclamações dos moradores são o barulho provocado pelos skatistas durante a noite e o fato de os mesmos transitarem em locais onde apenas deveriam circular pedestres, ciclistas etc. “Quem mora ali não dorme”, afirma Francis Negreiros, moradora de um dos prédios que rodeiam a Roosevelt, que já chegou a ser atropelada por um skatista. “O cara [skatista] quase quebrou a minha perna com o skate”, diz.

“Queremos que seja respeitado o compromisso da Prefeitura, feito desde a administração anterior, de que a praça teria um espaço para cada tribo ou para cada setor”, explica Marta Lilia Porta, da Associação de Moradores.

Espaço destinado a prática do skate na Praça Roosevelt
Contudo, apesar de haver um local na praça destinado a prática do skate, próximo a Rua da Consolação, o espaço torna-se pequeno para a grande quantidade de praticantes deste esporte, que é uma das tradições da Roosevelt. “Lá embaixo eles deixaram um pedaço, aquele ‘quadrado’, que é próprio para andar de skate, mas pela quantidade de gente que vem andar, acaba que sendo pequeno”, comenta o skatista Henrique de Oliveira.

Um dos pontos em que as opiniões dos skatistas e moradores são iguais é a de que o projeto da atual Praça Roosevelt poderia ter sido melhor, para que todos os frequentadores do local pudessem conviver de forma harmoniosa. “Quem projetou a praça não levou em consideração o histórico da praça”, afirma Raimunda Monteiro, moradora da região, referindo-se ao fato de que, durante alguns anos, o local esteve abandonado e sendo apenas frequentado pelos praticantes do skate, tornando-se um “point” do esporte na cidade.

Segundo Maria Porta, os moradores idosos também fazem queixas com relação aos skatistas. “Os idosos que moram aqui estão com medo de descer [a praça], porque já foram atropelados, insultados. Ficaram com medo. Então, não conseguem usar a praça”, diz. “A gente precisa fazer um espaço inter-geracional, ou seja, em que esses dois públicos [idosos e skatistas] consigam conversar”, sugere Raimunda.

Os conflitos mostram que há grupos querendo utilizar a praça e conviver com as diversidades culturais da Roosevelt, porém ainda não chegaram a um consenso. “As pessoas estão querendo experiências urbanas, morar em lugares que propiciem experiência urbana, cultural, sociabilidades”, afirma o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano. 

Conselho Gestor 
Para resolver o conflito entre os grupos que frequentam a Roosevelt e propiciar a experiência urbana desejada pelas pessoas, a Subprefeitura da Sé realizou, em março, um pleito que elegeu os representantes da sociedade civil – Associação de Moradores, movimentos artísticos e usuários da praça – no Conselho Gestor da Praça Roosevelt, que terá a missão de promover a convivência e o diálogo entre os frequentadores do local. Este é o primeiro conselho gestor de praça da cidade de São Paulo. “Solução, pacote pronto, acho que nenhum de nós tem, nem a Prefeitura. Eu acho que tem que ter espaço de diálogo, de novo, mediação de conflito”, conclui Raimunda Monteiro, eleita conselheira gestora. 

*Matéria escrita em março de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Organizações auxiliam pessoas com deficiência a entrar no mercado de trabalho

Apesar de passados mais de 20 anos da aprovação do artigo 93 da Lei nº 8.213, de 1.991, - conhecida como Lei de Cotas - que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a reservar uma porcentagem dos cargos às pessoas com deficiência, elas ainda encontram dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Neste contexto, organizações sem fins-lucrativos tornam-se intermediadoras entre a pessoa com deficiência e os empregadores.

Este é o caso do Instituto Pró-Cidadania (IPC), que oferece treinamento para as pessoas e às integram ao mercado de trabalho. “Nós capacitamos, qualificamos e encontramos oportunidades de trabalho para elas”, afirma Sandra Bosquilia, do Departamento de Projetos Especiais da instituição.

De acordo com Bosquilia, o IPC busca encontrar as habilidades e áreas de atuação no mercado de trabalho onde a pessoa com deficiência poderá desenvolver o potencial dela. “Cada pessoa tem um potencial diferenciado. Não é porque ela tem uma deficiência que ela seja ineficiente”, afirma.

Segundo José Carlos do Carmo, coordenador do Programa de Inclusão da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE/SP), um dos argumentos utilizados pelas empresas para justificar o não cumprimento da Lei de Cotas é a falta de qualificação da pessoa com deficiência. “Se a empresa não quer contratar porque não tem gente capacitada, então contrate e capacite”, argumenta.

Contudo, ainda de acordo com José do Carmo, há empregadores que contratam a pessoa com deficiência e investem em cursos de capacitação, mas não a incluem na rotina diária da empresa. “A pessoa termina uma capacitação, vai para outra capacitação e não põe os pés na empresa”, explica.

Na última semana, o Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE) anunciou a abertura de 675 vagas para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida. Deste total, 341 postos de trabalho eram destinados ao cargo de recepcionista atendente temporário.

Para Bosquilia, geralmente, as vagas oferecidas pelas empresas às pessoas com deficiência não são para cargos como, por exemplo, de gerência, mas para setores operacionais. Ela, também, desmente o argumento de que falta mão de obra qualificada. “Nós temos milhares de alunos que terminaram a faculdade, tem duas ou três graduações, falam dois ou três idiomas, com muito conhecimento, que já fizeram até cursos fora [do país]”.

Porém, nem sempre as empresas não cumprem o que está previsto na Lei de Cotas por má intenção, mas, segundo José do Carmo, por se manterem em uma posição cômoda. “As empresas, muitas vezes, alegam isso [falta de mão de obra], e a gente ouve isso com muita frequência, nem sempre é por maldade, não porque a empresa não quer contratar, mas no mínimo eu diria que seja por uma situação de comodidade”.

*Publicado também na Rede Saci em 8 de maio de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Entrevista: Bruno Paes Manso

Em entrevista coletiva a estudantes de comunicação do 7º Curso Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter – projeto da Oboré –, na Câmara Municipal, o jornalista e blogueiro do portal do jornal O Estado de S.Paulo, Bruno Paes Manso, comentou sobre a cobertura de segurança pública da mídia brasileira.

Segundo Bruno Manso, alguns programas da mídia brasileira que fazem cobertura policial, como o Cidade Alerta, apresentado por Marcelo Resende; e Brasil Urgente, por José Luiz Datena; não são jornalísticos, apenas “entretêm” o público. “Acho que esses programas são programas de entretenimento e não são programas de jornalismo”, afirma.

Para Manso, alguns programas fazem entretenimento,
não jornalismo
Manso compara os programas às execuções de penas de mortes realizadas em praça pública na Idade Média, as quais eram assistidas por toda a população quase como um “entretenimento” e utilizadas para se fazer justiça e exemplar o povo. “O Datena e o Marcelo Resende fazêm um pouco isso. O Brasil é um país sem justiça, onde as pessoas sentem falta de punição, elas querem um bode expiatório, querem se sentir seguras, elas precisam disso. E eles fazem o papel do palhaço, que é o carrasco que vai enforcar as pessoas. De certa forma, simbolizam isso. Assim como outros programas sensacionalistas que lidam com essa questão a partir do medo que as pessoas sentem e a partir do papel de carrasco que eles fazem pra lidar com isso e representar o justiceiro da sociedade. Isso é entretenimento para mim, isso não é jornalismo”, justifica.

Para Bruno Paes Manso, os jornalistas que cobrem segurança pública devem saber compreender o discurso das fontes e olhar o fato não de forma isolada, mas contextualizá-lo para tentar entendê-lo. “Você [precisa] se colocar no lugar da pessoa que está te contando e tentar entender o que ela está te falando, o que está sentindo, as razões dela”, diz. “Claro que eu não vou concordar com o cara que matou trinta pessoas, mas é necessário entender a racionalidade e o discurso”, completa.

A boa cobertura jornalística de segurança pública, de acordo com Bruno Manso, é aquela que busca, após ter o contato com as fontes, se distanciar do fato e olhar por “cima” para enxergar o contexto e tentar entender todos os fatores. “Você se afasta e tenta entender os conflitos que estão em jogo. Você tenta descrever o fato de uma forma mais objetiva para falar sobre os conflitos. Por que esses conflitos estão acontecendo? Por que ele está matando? Por que a justiça não está agindo? Você vê de cima a coisa”, explica.

No portal do Estadão, Bruno Manso publica no blog “SP no Divã” textos sobre segurança pública. De acordo com Manso, o objetivo do blog é fazer as pessoas enxergarem e pensar a respeito dos problemas da cidade para tentar resolvê-los. “Quando você procura um psiquiatra ou analista, você está com problemas, quer pensar sobre sua vida. Então, você senta lá e quer começar uma investigação sobre os seus ‘podres’”. Desta forma, “é possível encará-los de uma maneira diferente”, comenta. 

 *Publicado também na Casa dos Foca

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Entrevista: Eduardo Belo

Após enfrentar o caótico trânsito da cidade de São Paulo, agravado pelos protestos nas principais vias, Eduardo Belo – colaborador do Valor Econômico e da editoria de economia da Revista Brasileiros – conversou nesta quarta-feira, 14 de maio, com alunos do curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi (UAM) sobre o tema Grande Reportagem. Belo falou também a respeito da polêmica das biografias não-autorizadas e a relação entre jornal impresso e internet.

Segundo o jornalista, uma grande reportagem não necessariamente deve abordar um assunto que ainda não foi tratado pela imprensa, porém é preciso que esta tenha um ângulo diferente das demais. “O que vai fazer a diferença é a abordagem e o tratamento original”, afirma Eduardo Belo.

Belo conversou com estudantes da UAM
sobre grande reportagem
Além de um recorte preciso do assunto abordado, é necessário fazer pesquisas exaustivas relacionadas à temática. Essa ação de pesquisar, de acordo com Belo, aprofunda o conhecimento do repórter e dá embasamento para as perguntas feitas às fontes. Ainda, é necessário ler tudo o que já foi publicado a respeito do tema, porque isso ajudará, não somente a publicar algo original, mas, “principalmente, a não fazer uma publicação errada”, diz Belo.

Desta forma, o repórter tem que sempre se preocupar em apurar se os dados coletados são, de fato, verdadeiros. Contudo, não basta apenas preocupar-se com os números e estatísticas, mas também com os acontecimentos. “É necessário que o jornalista não só se preocupe com a exatidão dos números e dos dados, mas também com a dos fatos”, aconselha, pois o jornalista deve sempre buscar fazer a versão mais aproximada da verdade.

Por ser um jornalista especializado na área de economia, Belo conta que uma das dificuldades dos jornalistas especializados é a dependência de informação das mesmas fontes. Geralmente, é prática comum nas redações ter duas ou três fontes para falar sobre determinados assuntos, porém isso torna o jornalista dependente dessa informação, que pode ser errônea.

Biografias
A polêmica gerada pelas biografias não-autorizadas, no começo do ano, também pautou a conversa com os estudantes de jornalismo da UAM. Eduardo Belo, em parceria com a jornalista Ana Claudia Landi, escreveu Apenas uma Garotinha: A História de Cássia Eller e, segundo ele, encontrou algumas dificuldades para fazer a obra sobre a cantora. Para Belo, a dependência da autorização do biografado é censura. “O artista vive do que se não da sua imagem?”, justifica. Contudo, o biógrafo deve ter a consciência de que nem tudo tem a necessidade de ser publicado, pois muitos fatos a respeito do biografado podem apenas estereotipar a imagem deste e não acrescentar informações relevantes. “Acredito que cabe um bom senso”, orienta.

Jornal impresso x Internet
Os jornais impresso, atualmente, publicam muitas informações que o leitor já obteve acessando a internet. Sendo assim, algumas matérias tornam-se redundantes. “Essas coisas que afetam o dia a dia do cidadão, e que podem ser obtidas em um clique, deixou de ser prioridade do jornal impresso”, explica Belo. Para ele, “o jornalismo ainda não encontrou um modelo econômico para conviver com internet”.
Uma das alternativas para diferenciar o jornal da internet e aumentar as vendas do primeiro é a aposta na produção de grandes reportagens, pois, apesar da relutância dos empresários do ramo jornalístico por causa dos custos, a grande reportagem pode ainda despertar o interesse dos leitores. “As pessoas talvez não sintam falta [da grande reportagem], mas se você começar a oferecer, elas vão se interessar”, diz o jornalista.

Conselho
Ao final da conversa com os estudantes, Eduardo Belo ressaltou a importância de o repórter não confiar na primeira informação que chega e recusar “coisas fáceis”, não apuradas corretamente. Sobre isso, Belo deixou um conselho aos jornalistas em formação: “Façam-se respeitar como jornalistas”.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Evento de posse do Conselho Participativo Municipal de São Paulo

No mesmo dia em que a cidade de São Paulo completa 460 anos, 1.113 conselheiros do Conselho Participativo Municipal da capital paulista, eleitos em dezembro, tomaram posse dos cargos. São representantes da sociedade civil que, durante dois anos, irão fiscalizar, analisar e propor ações para a administração municipal do seu distrito. Confira na reportagem.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Falha de trem causa superlotação na estação Luz

De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), falha de trem na estação Vila Mariana prejudicou o sistema de circulação dos trens e causou superlotação de usuários nas plataformas das estações da Linha 1 – Azul, sentido Tucuruvi, por volta das 18h30, desta segunda-feira, 27 de janeiro.

Na estação Luz, alguns usuários, por conta da demora das locomotivas, sentaram nas escadas e no chão. Outros, foram em direção às plataformas para aguardar a chegada dos trens. Desta forma, não demorou muito tempo para que o local começa-se a lotar de pessoas.

Plataformas da estação Luz encheram-se de passageiros
Quando começaram a chegar os primeiros trens, o intervalo entre um trem e outro era de, em média, cinco minutos. Um dos fatores que fez com que as locomotivas demorassem à atender as outras estações foi a dificuldade de fechar as portas dos vagões, por conta da grande quantidade de usuários. Também, passageiros na plataforma de desembarque tentavam embarcar nos trens, porém causaram mais atraso no sistema.

A situação começou a ser normalizada por volta das 19 horas, quando as plataformas ficaram um pouco mais vazias e a velocidade da circulação dos trens aumentou.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Desconecte-se

Não é difícil observar, hoje em dia, pessoas andando nas ruas com a cabeça baixa e o olhar voltado a uma pequena tela. Muitas ficam distraídas e não prestam a atenção nas coisas que acontecem ao redor delas. Por causa de um simples aparelho eletrônico, momentos, diálogos entre outras interações são deixadas de lado. Será que, realmente, estamos fazendo um bom uso dos smartphones?

Em um restaurante, na hora do almoço, muitos não conseguem resistir a vontade de tocar na tela do smartphone para conferir as mensagens ou as novidades das redes sociais. Se fosse uma vez ou outra, até seria algo compreensível, mas a todo tempo é, no mínimo, um pouco estranho. Ou seja, no momento de saborear uma refeição, essa tecnologia provoca distração.

Também, em uma roda de conversa, num determinado momento, todos se calam e compartilham coisas legais nas redes sociais por meio dos “celulares inteligentes”. Assim deixam de compartilhar piadas e risadas com as pessoas que estão próximas. Realmente, não é algo antagônico?

Claro, que não é ruim usar um smartphone, pelo contrário, este pode ter muitas funcionalidades bastante úteis. A questão é saber utilizá- lo de uma forma que não nos impeça de apreciar os momentos e as coisas que estão ao nosso redor.

Por isso, desconecte-se um pouco. Dê uma olhada a sua volta, aprecie a natureza, formas e cores. Não deixe o papo legal de lado por conta de uma tecnologia. Pois, por mais fascinante que seja os aplicativos, redes sociais e outras coisas do mundo virtual, elas não substituem o contato humano e as interações com as outras pessoas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Música nas escolas

No ambiente escolar, podemos desenvolver diversos projetos para estimular os alunos a gostarem da escola e de aprender. Uma boa ferramenta é a música. Com ela é possível criar atividades interessantes que estimulem a aquisição de cultura e o trabalho em equipe. Para isso, há vários formas de empregar a cultura musical no contexto escolar.

Uma delas, é a inclusão do ensino musical em sala de aula. Dessa forma, os alunos aprenderiam a estrutura da música em partituras, conceitos como tempo e compasso e, se possível, até mesmo a tocar um instrumento. É importante lembrar, que a música utiliza conhecimentos da matemática, ou seja, é um estimulo maior para o aluno nessa matéria. A princípio, essa ideia parece ser um pouco cara, com relação ao custo da estrutura a qual os estudantes deveriam ter. Mas há alternativas mais baratas.

Ao invés dos instrumentos e de outras equipamentos caros, poderíamos simplesmente usar um rádio, onde seria apresentado aos alunos diversos estilos musicais. Com isso, poderia ser discutido em sala de aula o contexto social e político desses ritmos e também o valor cultural dos mesmos para a sociedade. É a algo mais barato, porém estimula os estudantes a buscarem pesquisar mais sobre cultura e a conhecerem músicas diferentes e interessantes.

Mas a música não deve ficar presa dentro da sala de aula. Ela também pode estar presente no ambiente escolar. Isso se daria com apresentações musicais de alunos, professores e funcionários da escola, durante os intervalos ou em dias dedicados para essa atividade. Talvez, até mesmo, músicos clássicos e populares poderiam se apresentar. Isso, poderia ajudar tanto no conhecimento de estilos musicais, quanto na interação entres todos os integrantes da escola.

Não sou especialista em educação, mas, como todos os cidadãos, quero que esta melhore. Por isso, citei alguns exemplos, ao meu ver, interessantes para estimular alunos a gostarem do ambiente escolar. Além da música, é possível também aplicar essas ideias com outras artes. Os benefícios podem ser diversos, principalmente no conhecimento cultural e musical. Sendo assim, cabem aos professores e alunos elaborarem projetos que tenham mais haver com o contexto em que eles estão inseridos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ações simples e pontuais também ajudam a preservar o meio ambiente

Questões como o desmatamento de florestas para criação de gado e extração ilegal de madeira, a poluição de rios por indústrias e a alta emissão de gás carbônico por corporações são extremamente importantes e devem ser debatidas por toda a população. Mas, além de nos mostrarmos contra essas ações, podemos tomar algumas atitudes simples e diárias que também colaboram com o meio ambiente.

Algo muito fácil de fazer é não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes, pois litros de água são desperdiçados sem nenhuma finalidade. Também, não demorar muito tempo no banho, lavar carros ou calçadas com um balde ao invés da mangueira e reutilizar a água ensaboada proveniente da lavagem de roupas podem ser outras ótimas atitudes que ajudam na preservação desse recurso hídrico.

Há ainda uma ação muito mais simples. Jogar o lixo no local correto. Não é difícil vermos papéis de doces, garrafinhas e embalagens de salgadinhos jogadas nas ruas ao invés de serem descartadas nas lixeiras. Muitos reclamam que não há onde jogar esses “lixinhos”, mas o que custa guardar na bolsa ou no bolso para dar a destinação correta ao chegar em casa?

Outras atitudes individuais podem também gerar ações coletivas. Por exemplo, ao separar o lixo com o intuito de dar a destinação correta, outros moradores do bairro podem se interessar pela a ação e fazerem o mesmo. Sendo assim, as prefeituras começam a elaborar políticas públicas de coleta seletiva, que podem resultar na criação de cooperativas e consequentemente mais empregos.

Por isso, além de nos preocuparmos com as grandes questões ambientais relevantes, não podemos esquecer de que também podemos realizar ações pontuais e importantes, que colaboram com a preservação e melhora do meio ambiente. São mudanças de hábitos e atitudes simples, que também fazem a diferença.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os jogadores agradam a população. E os políticos?

Há algo muito interessante e semelhante entre a seleção brasileira de futebol e os políticos do Brasil, pelo menos com relação ao apoio popular. Ambos não tinham a torcida ou agradavam ao público, porém, diante dos constantes protestos e vaias, começaram a “jogar” ou trabalhar “melhor”.

No caso da seleção brasileira, há alguns meses atrás, não vinha apresentando aquele futebol vistoso que todos os torcedores queriam ver nos gramados. Logo, começaram as vaias e críticas sobre como jogava determinado jogador, se um atleta deveria ser titular ou não, entre outras. Porém, diante do descontentamento da torcida, passou a jogar melhor, chegando a vencer até mesmo a Espanha, ganhando assim a Copa das Confederações.

Já os políticos viram de camarote os protestos iniciados por conta do aumento do transporte e que depois passou a abranger outras questões demandadas pela sociedade brasileira. Pressionados pela opinião pública e pelo descontentamento popular, várias capitais do Brasil reduziram ou deixaram de lado o aumento da passagem dos transportes, a PEC 37 não foi aprovada e os royalties do petróleo vão ser distribuídos na Educação (75%) e na Saúde (25%). Agora, a demanda a ser atendida no momento é a reforma política.

Mas será que os torcedores estão totalmente contentes com apenas a Copa das Confederações? Claro que não, o principal objetivo é a Copa do Mundo. E a população está contente com as demandas, de certa forma, atendidas? Não, pois também há outras que são bastante necessárias. Porém, devem ser comemoradas cada passo dado em direção à um Brasil melhor.

Sendo assim, podemos dizer que os jogadores estão fazendo a parte deles, treinando, aprimorando jogadas, jogando melhor etc. Já os políticos tentam atender aos protestos, pois a população cobra ações efetivas. Algumas questões foram atendidas, porém não é apenas isso. A pluralidades de demandas da sociedade brasileira mostra qual é a questão central, que reúne todas elas. É a melhora do país para todos os brasileiros.

sábado, 22 de junho de 2013

O país do Futebol?

Os protestos que estão ocorrendo por todo o Brasil mostra que já não queremos ser apenas o país do futebol. Enquanto a Copa das Confederações acontece, passamos a enxergar algo mais importante do que a seleção para gritar e apoiar, os nossos direitos, como educação, saúde e um transporte público melhor.

Quem já não está cansado de ver aqueles rankings internacionais mostrando que o Brasil é um dos piores em educação? Alias, não é preciso conferir essas pesquisas para concluir que não somos os melhores. Se apenas olharmos como estão as escolas públicas brasileiras, veremos que o ensino de qualidade, que cada brasileiro merece, até porque pagamos para isso, está muito a desejar daqueles existentes em escolas particulares, as quais poucos têm acesso.

O mesmo podemos dizer da qualidade da saúde. Apesar de não conhecermos as pesquisas com relação a outros países, quando vamos a um hospital público ou vemos nos noticiários aquelas más condições pelas quais muitos brasileiros passam, não é difícil concluir que no mínimo há um descaso do Estado ou falta de investimento em uma área que tantas pessoas necessitam e reivindicam melhorias o mais rápido possível.

E o transporte público? Além dos preços super altos, que sinceramente não refletem e nem sequer são justificados pela qualidade do mesmo, são verdadeiras “latas de sardinhas”. O termo parece exagerado, mas quem os utiliza sabe bem como é pegar ônibus e metrô lotado.

Portanto, não queremos mais ser o país do futebol, que de acordo com o ranking da Fifa, estamos um pouco longe disso, mas queremos ser o país da educação, da saúde, do melhor transporte público etc. É por isso que muitos estão indo às ruas, pois já estão cansados de não ver melhoras significativas nessas áreas. Queremos um Brasil melhor para toda a população!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A arte do futebol

O futebol, muitas vezes, nos faz lembrar alguns aspectos de espetáculos artísticos, por conta dos movimentos habilidosos e ágeis, realizados em campo, e das jogadas feitas pelos artistas da bola, que fazem a torcida aplaudir e gritar o nome do jogador autor da façanha.

Quase sempre, há aquele atleta que é, considerado por torcedores e pela crítica esportiva, como craque, ou seja, gênio de chuteiras que não poupa esforços ao jogar e exibir a destreza com a bola nos pés, realizando movimentos que deixam os marcadores no chão. Estes se esforçam para tentar retomar a bola, mas se veem numa tarefa difícil, que requer o máximo de atenção possível para não tomarem um drible desconcertante.

Os famosos “malabaristas” driblam os marcadores, dão passes que quebram qualquer formação defensiva do adversário, gingam de um lado para o outro, em movimentos que se confundem com a dança, passos que parecem até mesmo ensaiados.

Mas, se engana quem acha que esses passos dançantes são isolados, sendo peculiaridade de apenas um jogador do elenco. O espetáculo torna-se ainda maior quando o time inteiro é composto por artistas da bola, pois se forma uma coreografia complexa que é regida de fora do campo por um maestro, que passa as informações necessárias para que a apresentação continue ainda mais bela e efetiva contra a equipe adversária. Vejam, o futebol já se confundiu com a música, ou uma orquestra.

Além da dança e da música, o futebol também é, de certa forma, cinema. Quando ligamos a TV e nos deparamos com aquelas imagens, muito bem selecionadas, às vezes, nos dando a sensação de estarmos em campo, ficamos impressionados com o show de frames que é exibido na tela.

Para muitos, o futebol, talvez, não seja uma arte, pois, efetivamente, é um esporte, mas aos olhares dos torcedores e admiradores dessa modalidade esportiva, as fronteiras entre o artístico e esportivo são ultrapassadas pelos artistas da bola no momento em que estes fazem belas jogadas.

sábado, 20 de abril de 2013

Mídia esportiva: humor x informação

Uma das tendências dos programas esportivos contemporâneos, é utilizar do humor como forma de tornar o assunto esporte mais atrativo para o público em geral. Porém, às vezes, a pitada do tempero é exagerada, colocando em detrimento a transmissão da informação. Mas, afinal, qual é a medida certa de informação e humor na mídia esportiva?

Não é raro, quando sintonizamos a TV ou o rádio para nos informarmos a respeito das notícias esportivas, nos depararmos com programas que, ao invés de transmitir informações sobre esportes e fazer com que as pessoas conheçam mais sobre estes, simplesmente torna o fato esportivo em algo hilário ou cômico.

Por exemplo, após o final de semana de uma rodada de qualquer campeonato nacional de futebol, os meios se limitam a simplesmente fazer piadas a respeito do jogo ou esquecem de analisar de forma tática e técnica a partida. Quando se dispõem a fazer essa análise, simplesmente reprisam, inúmeras vezes, o mesmo lance duvidoso de um jogo.

Não que o humor deveria estar desassociado do esporte, pois, de certa forma, faz parte do mesmo, mas ele deveria ser empregado de maneira que não coloque a informação em segundo plano. Contudo, não me refiro aos programas que têm como proposta ser humorístico e tratar de esportes também. Mas, sim, aos que se dizem fazer jornalismo esportivo.

A linha entre informação esportiva e humor é tênue, dessa forma, os meios que se dedicam a fazer coberturas esportivas deveriam dar mais valor a informação do que a diversão em si. Claro, que o esporte entretêm e diverte, mas os veículos precisam ser mais informativos e transmitirem de forma didática as informações esportivas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O famoso artilheiro

Tanto nos times profissionais quanto nos formados por amigos para se divertir têm sempre aquele jogador que sabe fazer gol. Nem sempre ele é o mais habilidoso, porém na hora em que este fica de frente para o goleiro, ele consegue balançar as redes com facilidade. Esse é o famoso artilheiro!

O jogo está empatado e truncado no meio campo, de repente surge uma escanteio para ser cobrado. Então o famoso artilheiro se posiciona na área como alguém que não quer nada por ali. Logo a bola vem pelo alto, ele corre em direção à ela, antecipando o zagueiro e dando um salto, cabeceia a bola de leve no contra-pé do goleiro, que apenas à olha entrar no gol.

Nessa hora a torcida vibra e os companheiros vêm abraça-lo e comemorar o gol que da a vitória ao time. O gol acaba que sendo reprisado várias vezes nos programas esportivos da televisão, sem falar que o centroavante aparece dando entrevistas em todos os canais.

Esse é o jogador que às vezes não joga bem durante o jogo inteiro, mas em uma oportunidade de fazer o gol, ele coloca a bola na rede, seja de canela ou de bico.

Não é só nos jogos profissionais e televisionados que vemos o famoso artilheiro golear um time de futebol. Também em campeonatos ou em um jogo entre amigos, tem aquele que consegue fazer vários gols.

É só fazer um lançamento ou mandar a bola para ele que logo este dribla o zagueiro e chuta a bola no canto do gol. Um habilidoso centroavante dos jogos não oficiais. Sabemos que há aqueles que driblam e fazem toda a jogada, porém é necessário que um time tenha um jogador que saiba fazer o gol também.

Sendo assim, se você quer montar um time para ganhar bastante jogos e competições, escale um goleador para ser o artilheiro, porque quando o time não estiver jogando tão bem, lance a bola para este que ele resolve fazendo o gol.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Como comprar uma chuteira

De repente, te chamam para jogar bola. Então coloca-se aquela camisa do time preferido, veste-se aquele short leve para correr bastante e põe os meiões. Mas ainda está faltando algo. A chuteira, é claro. Porém, quando à acha, logo nota-se aquele buraco no solado e algumas costuras se rompendo. Nesse momento, é que você percebe que está na hora de comprar uma nova.

De início, vamos até uma loja de calçados ou de esportes para ver uma nova chuteira. Nas prateleiras há os modelos coloridos, caros, de marcas conhecidas e com os preços mais elevados. Porém, como nem sempre temos muito dinheiro para isso, avaliamos o melhor custo benefício.

Escolhemos algumas que achamos legais e o vendedor vai busca-las no estoque. De repente, ele chega com várias chuteiras para a gente experimentar. Vemos algumas, que são até interessantes, mas quando olha-se o preço acaba que não sendo um bom negócio.

Depois de testar vários pisantes para futebol, achamos um que consideramos ideal. Levantamos e damos aquele chute no vento para ver se aquela chuteira é realmente boa para apresentarmos as nossas habilidades dentro de campo. Nessa hora, deveria ter uma bola para darmos alguns chutes e fazer os testes do calçado. Por outro lado, nem todos são muito habilidosos, o que poderia ocasionar em algumas vitrines quebradas na loja. Mas fica a dica para os vendedores.

Quando escolhemos a chuteira, à levamos para casa e aguardamos até que alguém nos chame para jogar futebol. Enquanto isso, à calçamos, de vez em quando, e damos umas corridinhas na sala e chutamos algumas bolinhas de papel.

Então, te chamam, novamente, para jogar futebol. Chegando na quadra todos notam que compramos uma chuteira. Porém, ela não fica nova por muito tempo. Quando começa o jogo, vem alguém e pisa em cima dela, arranhando os detalhes do desenho, damos um chute e o solado já começa a se desgastar, isso sem falar que ela fica toda empoeirada.

Depois de estreada, a chuteira nem parece que é tão nova assim. Mas isso faz parte da etapa de aquisição e aprovação dela. Se ela não está muito desgastada e você conseguiu fazer bastante gols driblando todo mundo, então pode-se considera-la boa e aprovada. Sendo assim, é só continuar mostrando as suas habilidades futebolísticas e, principalmente, dar uma lavadinha, de vez em quando, para que ela não fique com aquele cheiro não muito agradável.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Faltam bons laterais no futebol atual?

No futebol atual, há bons jogadores em várias posições do campo, como atacantes, meias, zagueiros e volantes, porém a de lateral nem sempre é fácil encontrar muitos grandes craques hoje em dia.

Sabe aquela conversa com amigos que todos tentam formar uma seleção com os melhores jogadores do mundo, de acordo com a opinião de cada um? Percebam que quando chega a hora de escalar um lateral direito ou esquerdo as opiniões ficam divididas e muitos demoram para escolher. Isso pode ser consequência da pouca variedade de bons laterais.

Quem já jogou ou treinou futebol em campo sabe que muitos jovens querem logo jogar como atacantes ou meias, de vez em quando, tem alguns que se propõem a serem goleiros e outros zagueiros, mas lateral são bem poucos que se dedicam a essa posição. Talvez por isso não há tantos bons alas surgindo nos grandes times.

Por conta dessa falta de bons laterias no futebol, há técnicos que, muitas vezes, improvisam um volante ou zagueiro na posição. Nem sempre, um deles vai conseguir substituir bem um ala, mas é o jeito que os treinadores encontram para escalar o time.

Mas o que seria um grande craque da lateral? É aquele jogador que tem uma boa velocidade, qualidades defensivas, mas também sabe apoiar bem o time no ataque. Um dos principais fundamento dos alas, que não vemos com frequência no futebol, é o de chegar na linha de fundo e cruzar a bola com precisão para que o atacante possa fazer o gol.

Um jogador que saiba fazer todos esses fundamentos pode ser considerado um craque da lateral. Porém, nem sempre, há jogadores desse nível e completos dessa maneira. Geralmente, existem laterais que tem algumas dessas qualidades, mas falham em outras.

Não sou um grande entendedor dos fundamentos do futebol, porém, como torcedor e alguém que gosta desse esporte, acho que faltam grandes craques nas laterais. Lógico que existem bons jogadores, mas são muito poucos, se comparado a outras posições.

Talvez a solução, seja incentivar mais jogadores iniciantes a se dedicarem como laterais. Isso também pode ser consequência do surgimento de um craque da lateral que faça com que estes busquem se espelharem e se interessarem pela posição.

Sendo assim, vamos ver os jogadores que aparecem nas laterais e mostram boas qualidades de um craque. Não há muitos, mas os poucos que sabem jogar nessa posição fazem isso muito bem, defendendo, atacando, lançando a bola iniciando um contra-ataque e fazendo a alegria do torcedor.