sexta-feira, 31 de maio de 2013

A arte do futebol

O futebol, muitas vezes, nos faz lembrar alguns aspectos de espetáculos artísticos, por conta dos movimentos habilidosos e ágeis, realizados em campo, e das jogadas feitas pelos artistas da bola, que fazem a torcida aplaudir e gritar o nome do jogador autor da façanha.

Quase sempre, há aquele atleta que é, considerado por torcedores e pela crítica esportiva, como craque, ou seja, gênio de chuteiras que não poupa esforços ao jogar e exibir a destreza com a bola nos pés, realizando movimentos que deixam os marcadores no chão. Estes se esforçam para tentar retomar a bola, mas se veem numa tarefa difícil, que requer o máximo de atenção possível para não tomarem um drible desconcertante.

Os famosos “malabaristas” driblam os marcadores, dão passes que quebram qualquer formação defensiva do adversário, gingam de um lado para o outro, em movimentos que se confundem com a dança, passos que parecem até mesmo ensaiados.

Mas, se engana quem acha que esses passos dançantes são isolados, sendo peculiaridade de apenas um jogador do elenco. O espetáculo torna-se ainda maior quando o time inteiro é composto por artistas da bola, pois se forma uma coreografia complexa que é regida de fora do campo por um maestro, que passa as informações necessárias para que a apresentação continue ainda mais bela e efetiva contra a equipe adversária. Vejam, o futebol já se confundiu com a música, ou uma orquestra.

Além da dança e da música, o futebol também é, de certa forma, cinema. Quando ligamos a TV e nos deparamos com aquelas imagens, muito bem selecionadas, às vezes, nos dando a sensação de estarmos em campo, ficamos impressionados com o show de frames que é exibido na tela.

Para muitos, o futebol, talvez, não seja uma arte, pois, efetivamente, é um esporte, mas aos olhares dos torcedores e admiradores dessa modalidade esportiva, as fronteiras entre o artístico e esportivo são ultrapassadas pelos artistas da bola no momento em que estes fazem belas jogadas.

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