O
futebol, muitas vezes, nos faz lembrar alguns aspectos de espetáculos
artísticos, por conta dos movimentos habilidosos e ágeis, realizados
em campo, e das jogadas feitas pelos artistas da bola, que fazem a
torcida aplaudir e gritar o nome do jogador autor da
façanha.
Quase
sempre, há aquele atleta que é, considerado por torcedores e pela
crítica esportiva, como craque, ou seja, gênio de chuteiras que não
poupa esforços ao jogar e exibir a destreza com a bola nos pés,
realizando movimentos que deixam os marcadores no chão. Estes se
esforçam para tentar retomar a bola, mas se veem numa tarefa
difícil, que requer o máximo de atenção possível para não
tomarem um drible desconcertante.
Os
famosos “malabaristas” driblam os marcadores, dão passes que
quebram qualquer formação defensiva do adversário, gingam de um
lado para o outro, em movimentos que se confundem com a dança,
passos que parecem até mesmo ensaiados.
Mas, se
engana quem acha que esses passos dançantes são isolados, sendo
peculiaridade de apenas um jogador do elenco. O espetáculo torna-se
ainda maior quando o time inteiro é composto por artistas da bola,
pois se forma uma coreografia complexa que é regida de fora do campo
por um maestro, que passa as informações necessárias para que a
apresentação continue ainda mais bela e efetiva contra a
equipe adversária. Vejam, o futebol já se confundiu com a música, ou uma orquestra.
Além da
dança e da música, o futebol também é, de certa forma, cinema.
Quando ligamos a TV e nos deparamos com aquelas imagens, muito bem
selecionadas, às vezes, nos dando a sensação de estarmos em campo,
ficamos impressionados com o show de frames que é exibido na tela.
Para
muitos, o futebol, talvez, não seja uma arte, pois, efetivamente, é
um esporte, mas aos olhares dos torcedores e admiradores dessa
modalidade esportiva, as fronteiras entre o artístico e esportivo
são ultrapassadas pelos artistas da bola no momento em que estes fazem belas jogadas.
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