Há algo
muito interessante e semelhante entre a seleção brasileira de
futebol e os políticos do Brasil, pelo menos com relação ao apoio
popular. Ambos não tinham a torcida ou agradavam ao público, porém,
diante dos constantes protestos e vaias, começaram a “jogar” ou
trabalhar “melhor”.
No caso
da seleção brasileira, há alguns meses atrás, não vinha
apresentando aquele futebol vistoso que todos os torcedores queriam
ver nos gramados. Logo, começaram as vaias e críticas sobre como
jogava determinado jogador, se um atleta deveria ser titular ou não,
entre outras. Porém, diante do descontentamento da torcida, passou a
jogar melhor, chegando a vencer até mesmo a Espanha, ganhando assim
a Copa das Confederações.
Já os
políticos viram de camarote os protestos iniciados por conta do
aumento do transporte e que depois passou a abranger outras questões
demandadas pela sociedade brasileira. Pressionados pela opinião
pública e pelo descontentamento popular, várias capitais do Brasil
reduziram ou deixaram de lado o aumento da passagem dos transportes,
a PEC 37 não foi aprovada e os royalties do petróleo vão ser
distribuídos na Educação (75%) e na Saúde (25%). Agora, a demanda
a ser atendida no momento é a reforma política.
Mas será
que os torcedores estão totalmente contentes com apenas a Copa das
Confederações? Claro que não, o principal objetivo é a Copa do
Mundo. E a população está contente com as demandas, de certa
forma, atendidas? Não, pois também há outras que são bastante
necessárias. Porém, devem ser comemoradas cada passo dado em
direção à um Brasil melhor.
Sendo
assim, podemos dizer que os jogadores estão fazendo a parte deles,
treinando, aprimorando jogadas, jogando melhor etc. Já os políticos
tentam atender aos protestos, pois a população cobra ações
efetivas. Algumas questões foram atendidas, porém não é apenas
isso. A pluralidades de demandas da sociedade brasileira mostra qual
é a questão central, que reúne todas elas. É a melhora do país
para todos os brasileiros.
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