segunda-feira, 19 de maio de 2014

Entrevista: Eduardo Belo

Após enfrentar o caótico trânsito da cidade de São Paulo, agravado pelos protestos nas principais vias, Eduardo Belo – colaborador do Valor Econômico e da editoria de economia da Revista Brasileiros – conversou nesta quarta-feira, 14 de maio, com alunos do curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi (UAM) sobre o tema Grande Reportagem. Belo falou também a respeito da polêmica das biografias não-autorizadas e a relação entre jornal impresso e internet.

Segundo o jornalista, uma grande reportagem não necessariamente deve abordar um assunto que ainda não foi tratado pela imprensa, porém é preciso que esta tenha um ângulo diferente das demais. “O que vai fazer a diferença é a abordagem e o tratamento original”, afirma Eduardo Belo.

Belo conversou com estudantes da UAM
sobre grande reportagem
Além de um recorte preciso do assunto abordado, é necessário fazer pesquisas exaustivas relacionadas à temática. Essa ação de pesquisar, de acordo com Belo, aprofunda o conhecimento do repórter e dá embasamento para as perguntas feitas às fontes. Ainda, é necessário ler tudo o que já foi publicado a respeito do tema, porque isso ajudará, não somente a publicar algo original, mas, “principalmente, a não fazer uma publicação errada”, diz Belo.

Desta forma, o repórter tem que sempre se preocupar em apurar se os dados coletados são, de fato, verdadeiros. Contudo, não basta apenas preocupar-se com os números e estatísticas, mas também com os acontecimentos. “É necessário que o jornalista não só se preocupe com a exatidão dos números e dos dados, mas também com a dos fatos”, aconselha, pois o jornalista deve sempre buscar fazer a versão mais aproximada da verdade.

Por ser um jornalista especializado na área de economia, Belo conta que uma das dificuldades dos jornalistas especializados é a dependência de informação das mesmas fontes. Geralmente, é prática comum nas redações ter duas ou três fontes para falar sobre determinados assuntos, porém isso torna o jornalista dependente dessa informação, que pode ser errônea.

Biografias
A polêmica gerada pelas biografias não-autorizadas, no começo do ano, também pautou a conversa com os estudantes de jornalismo da UAM. Eduardo Belo, em parceria com a jornalista Ana Claudia Landi, escreveu Apenas uma Garotinha: A História de Cássia Eller e, segundo ele, encontrou algumas dificuldades para fazer a obra sobre a cantora. Para Belo, a dependência da autorização do biografado é censura. “O artista vive do que se não da sua imagem?”, justifica. Contudo, o biógrafo deve ter a consciência de que nem tudo tem a necessidade de ser publicado, pois muitos fatos a respeito do biografado podem apenas estereotipar a imagem deste e não acrescentar informações relevantes. “Acredito que cabe um bom senso”, orienta.

Jornal impresso x Internet
Os jornais impresso, atualmente, publicam muitas informações que o leitor já obteve acessando a internet. Sendo assim, algumas matérias tornam-se redundantes. “Essas coisas que afetam o dia a dia do cidadão, e que podem ser obtidas em um clique, deixou de ser prioridade do jornal impresso”, explica Belo. Para ele, “o jornalismo ainda não encontrou um modelo econômico para conviver com internet”.
Uma das alternativas para diferenciar o jornal da internet e aumentar as vendas do primeiro é a aposta na produção de grandes reportagens, pois, apesar da relutância dos empresários do ramo jornalístico por causa dos custos, a grande reportagem pode ainda despertar o interesse dos leitores. “As pessoas talvez não sintam falta [da grande reportagem], mas se você começar a oferecer, elas vão se interessar”, diz o jornalista.

Conselho
Ao final da conversa com os estudantes, Eduardo Belo ressaltou a importância de o repórter não confiar na primeira informação que chega e recusar “coisas fáceis”, não apuradas corretamente. Sobre isso, Belo deixou um conselho aos jornalistas em formação: “Façam-se respeitar como jornalistas”.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Evento de posse do Conselho Participativo Municipal de São Paulo

No mesmo dia em que a cidade de São Paulo completa 460 anos, 1.113 conselheiros do Conselho Participativo Municipal da capital paulista, eleitos em dezembro, tomaram posse dos cargos. São representantes da sociedade civil que, durante dois anos, irão fiscalizar, analisar e propor ações para a administração municipal do seu distrito. Confira na reportagem.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Falha de trem causa superlotação na estação Luz

De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), falha de trem na estação Vila Mariana prejudicou o sistema de circulação dos trens e causou superlotação de usuários nas plataformas das estações da Linha 1 – Azul, sentido Tucuruvi, por volta das 18h30, desta segunda-feira, 27 de janeiro.

Na estação Luz, alguns usuários, por conta da demora das locomotivas, sentaram nas escadas e no chão. Outros, foram em direção às plataformas para aguardar a chegada dos trens. Desta forma, não demorou muito tempo para que o local começa-se a lotar de pessoas.

Plataformas da estação Luz encheram-se de passageiros
Quando começaram a chegar os primeiros trens, o intervalo entre um trem e outro era de, em média, cinco minutos. Um dos fatores que fez com que as locomotivas demorassem à atender as outras estações foi a dificuldade de fechar as portas dos vagões, por conta da grande quantidade de usuários. Também, passageiros na plataforma de desembarque tentavam embarcar nos trens, porém causaram mais atraso no sistema.

A situação começou a ser normalizada por volta das 19 horas, quando as plataformas ficaram um pouco mais vazias e a velocidade da circulação dos trens aumentou.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Desconecte-se

Não é difícil observar, hoje em dia, pessoas andando nas ruas com a cabeça baixa e o olhar voltado a uma pequena tela. Muitas ficam distraídas e não prestam a atenção nas coisas que acontecem ao redor delas. Por causa de um simples aparelho eletrônico, momentos, diálogos entre outras interações são deixadas de lado. Será que, realmente, estamos fazendo um bom uso dos smartphones?

Em um restaurante, na hora do almoço, muitos não conseguem resistir a vontade de tocar na tela do smartphone para conferir as mensagens ou as novidades das redes sociais. Se fosse uma vez ou outra, até seria algo compreensível, mas a todo tempo é, no mínimo, um pouco estranho. Ou seja, no momento de saborear uma refeição, essa tecnologia provoca distração.

Também, em uma roda de conversa, num determinado momento, todos se calam e compartilham coisas legais nas redes sociais por meio dos “celulares inteligentes”. Assim deixam de compartilhar piadas e risadas com as pessoas que estão próximas. Realmente, não é algo antagônico?

Claro, que não é ruim usar um smartphone, pelo contrário, este pode ter muitas funcionalidades bastante úteis. A questão é saber utilizá- lo de uma forma que não nos impeça de apreciar os momentos e as coisas que estão ao nosso redor.

Por isso, desconecte-se um pouco. Dê uma olhada a sua volta, aprecie a natureza, formas e cores. Não deixe o papo legal de lado por conta de uma tecnologia. Pois, por mais fascinante que seja os aplicativos, redes sociais e outras coisas do mundo virtual, elas não substituem o contato humano e as interações com as outras pessoas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Música nas escolas

No ambiente escolar, podemos desenvolver diversos projetos para estimular os alunos a gostarem da escola e de aprender. Uma boa ferramenta é a música. Com ela é possível criar atividades interessantes que estimulem a aquisição de cultura e o trabalho em equipe. Para isso, há vários formas de empregar a cultura musical no contexto escolar.

Uma delas, é a inclusão do ensino musical em sala de aula. Dessa forma, os alunos aprenderiam a estrutura da música em partituras, conceitos como tempo e compasso e, se possível, até mesmo a tocar um instrumento. É importante lembrar, que a música utiliza conhecimentos da matemática, ou seja, é um estimulo maior para o aluno nessa matéria. A princípio, essa ideia parece ser um pouco cara, com relação ao custo da estrutura a qual os estudantes deveriam ter. Mas há alternativas mais baratas.

Ao invés dos instrumentos e de outras equipamentos caros, poderíamos simplesmente usar um rádio, onde seria apresentado aos alunos diversos estilos musicais. Com isso, poderia ser discutido em sala de aula o contexto social e político desses ritmos e também o valor cultural dos mesmos para a sociedade. É a algo mais barato, porém estimula os estudantes a buscarem pesquisar mais sobre cultura e a conhecerem músicas diferentes e interessantes.

Mas a música não deve ficar presa dentro da sala de aula. Ela também pode estar presente no ambiente escolar. Isso se daria com apresentações musicais de alunos, professores e funcionários da escola, durante os intervalos ou em dias dedicados para essa atividade. Talvez, até mesmo, músicos clássicos e populares poderiam se apresentar. Isso, poderia ajudar tanto no conhecimento de estilos musicais, quanto na interação entres todos os integrantes da escola.

Não sou especialista em educação, mas, como todos os cidadãos, quero que esta melhore. Por isso, citei alguns exemplos, ao meu ver, interessantes para estimular alunos a gostarem do ambiente escolar. Além da música, é possível também aplicar essas ideias com outras artes. Os benefícios podem ser diversos, principalmente no conhecimento cultural e musical. Sendo assim, cabem aos professores e alunos elaborarem projetos que tenham mais haver com o contexto em que eles estão inseridos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ações simples e pontuais também ajudam a preservar o meio ambiente

Questões como o desmatamento de florestas para criação de gado e extração ilegal de madeira, a poluição de rios por indústrias e a alta emissão de gás carbônico por corporações são extremamente importantes e devem ser debatidas por toda a população. Mas, além de nos mostrarmos contra essas ações, podemos tomar algumas atitudes simples e diárias que também colaboram com o meio ambiente.

Algo muito fácil de fazer é não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes, pois litros de água são desperdiçados sem nenhuma finalidade. Também, não demorar muito tempo no banho, lavar carros ou calçadas com um balde ao invés da mangueira e reutilizar a água ensaboada proveniente da lavagem de roupas podem ser outras ótimas atitudes que ajudam na preservação desse recurso hídrico.

Há ainda uma ação muito mais simples. Jogar o lixo no local correto. Não é difícil vermos papéis de doces, garrafinhas e embalagens de salgadinhos jogadas nas ruas ao invés de serem descartadas nas lixeiras. Muitos reclamam que não há onde jogar esses “lixinhos”, mas o que custa guardar na bolsa ou no bolso para dar a destinação correta ao chegar em casa?

Outras atitudes individuais podem também gerar ações coletivas. Por exemplo, ao separar o lixo com o intuito de dar a destinação correta, outros moradores do bairro podem se interessar pela a ação e fazerem o mesmo. Sendo assim, as prefeituras começam a elaborar políticas públicas de coleta seletiva, que podem resultar na criação de cooperativas e consequentemente mais empregos.

Por isso, além de nos preocuparmos com as grandes questões ambientais relevantes, não podemos esquecer de que também podemos realizar ações pontuais e importantes, que colaboram com a preservação e melhora do meio ambiente. São mudanças de hábitos e atitudes simples, que também fazem a diferença.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os jogadores agradam a população. E os políticos?

Há algo muito interessante e semelhante entre a seleção brasileira de futebol e os políticos do Brasil, pelo menos com relação ao apoio popular. Ambos não tinham a torcida ou agradavam ao público, porém, diante dos constantes protestos e vaias, começaram a “jogar” ou trabalhar “melhor”.

No caso da seleção brasileira, há alguns meses atrás, não vinha apresentando aquele futebol vistoso que todos os torcedores queriam ver nos gramados. Logo, começaram as vaias e críticas sobre como jogava determinado jogador, se um atleta deveria ser titular ou não, entre outras. Porém, diante do descontentamento da torcida, passou a jogar melhor, chegando a vencer até mesmo a Espanha, ganhando assim a Copa das Confederações.

Já os políticos viram de camarote os protestos iniciados por conta do aumento do transporte e que depois passou a abranger outras questões demandadas pela sociedade brasileira. Pressionados pela opinião pública e pelo descontentamento popular, várias capitais do Brasil reduziram ou deixaram de lado o aumento da passagem dos transportes, a PEC 37 não foi aprovada e os royalties do petróleo vão ser distribuídos na Educação (75%) e na Saúde (25%). Agora, a demanda a ser atendida no momento é a reforma política.

Mas será que os torcedores estão totalmente contentes com apenas a Copa das Confederações? Claro que não, o principal objetivo é a Copa do Mundo. E a população está contente com as demandas, de certa forma, atendidas? Não, pois também há outras que são bastante necessárias. Porém, devem ser comemoradas cada passo dado em direção à um Brasil melhor.

Sendo assim, podemos dizer que os jogadores estão fazendo a parte deles, treinando, aprimorando jogadas, jogando melhor etc. Já os políticos tentam atender aos protestos, pois a população cobra ações efetivas. Algumas questões foram atendidas, porém não é apenas isso. A pluralidades de demandas da sociedade brasileira mostra qual é a questão central, que reúne todas elas. É a melhora do país para todos os brasileiros.