No
Brasil, muitos técnicos e comentaristas comentam sobre a falta de um
tradicional meia-armador no futebol. O meio-campista, com visão de
jogo que lança a bola para o atacante, deixando este de frente para
o gol, dificilmente é escalado nos esquemas táticos dos
treinadores.
Não sou
um excelente entendedor de esquemas táticos ou estratégias de
futebol, porém pelo que vejo falar, a falta do meio-campista com
visão de jogo e que auxilia o atacante deve-se muito ao esquema
tático da “moda”, que é o 4-2-3-1, pois neste o atacante fica
isolado na grande área e tem que buscar o jogo fora dela em certos
momentos do jogo. Enquanto isso os meias laterais correm para a linha
de fundo e tentam entrar pelos lados da defesa adversária ou cruzar
a bola. Já o meia centralizado, próximo do atacante, só tem duas
opções, uma delas é tentar deixar o atacante de frente para o gol,
porém isso é difícil porque a marcação dos zagueiros torna-se
fácil, já que um marca o camisa 9 e o outro fica na cobertura. A
outra opção é lançar os pontas, mas nem sempre estes ficam de
frente para o gol.
Sendo
assim, as jogadas de ataque acontecem, na maioria das vezes, pelas
laterais do campo, o que deixa o atacante à esperar bolas vindas dos
pontas, ou meias-laterais, enquanto que o meia-armador apenas, em boa
parte do jogo, busca lançar estes. Ou seja, o meia que deveria
deixar o atacante de frente para o gol já não faz mais essa função.
Então
qual seria a solução para que o meia-armador desempenhe a função dele
da melhor maneira possível? A resposta depende de cada time,
treinador, esquema tático etc. Mas no meu ponto-de-vista, que é
apenas o de um torcedor que gosta de futebol, os times deveriam investir
um pouco mais no esquema 4-4-2, pois este tem dois atacantes para que
o meia tradicional tenha como opção, sem falar que os outros dois
meias e volantes terão uma referência no meio campo para direcionar
o jogo.
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