sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O meia tradicional no 4-2-3-1

No Brasil, muitos técnicos e comentaristas comentam sobre a falta de um tradicional meia-armador no futebol. O meio-campista, com visão de jogo que lança a bola para o atacante, deixando este de frente para o gol, dificilmente é escalado nos esquemas táticos dos treinadores.

Não sou um excelente entendedor de esquemas táticos ou estratégias de futebol, porém pelo que vejo falar, a falta do meio-campista com visão de jogo e que auxilia o atacante deve-se muito ao esquema tático da “moda”, que é o 4-2-3-1, pois neste o atacante fica isolado na grande área e tem que buscar o jogo fora dela em certos momentos do jogo. Enquanto isso os meias laterais correm para a linha de fundo e tentam entrar pelos lados da defesa adversária ou cruzar a bola. Já o meia centralizado, próximo do atacante, só tem duas opções, uma delas é tentar deixar o atacante de frente para o gol, porém isso é difícil porque a marcação dos zagueiros torna-se fácil, já que um marca o camisa 9 e o outro fica na cobertura. A outra opção é lançar os pontas, mas nem sempre estes ficam de frente para o gol.

Sendo assim, as jogadas de ataque acontecem, na maioria das vezes, pelas laterais do campo, o que deixa o atacante à esperar bolas vindas dos pontas, ou meias-laterais, enquanto que o meia-armador apenas, em boa parte do jogo, busca lançar estes. Ou seja, o meia que deveria deixar o atacante de frente para o gol já não faz mais essa função.

Então qual seria a solução para que o meia-armador desempenhe a função dele da melhor maneira possível? A resposta depende de cada time, treinador, esquema tático etc. Mas no meu ponto-de-vista, que é apenas o de um torcedor que gosta de futebol, os times deveriam investir um pouco mais no esquema 4-4-2, pois este tem dois atacantes para que o meia tradicional tenha como opção, sem falar que os outros dois meias e volantes terão uma referência no meio campo para direcionar o jogo.

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